O meu esconderijo.
É quase chegada a hora de dizer adeus e nessa atmosfera invernal esse adeus aparenta ser mais duradouro e doloroso.
Quero fugir dele, não vivê-lo, não enxergá-lo no momento em que chega, não quero experimentá-lo uma vez mais...Mas ele surge, e devorando os meus pensamentos o sinto bem mais forte que eu.
As lágrimas que caem servem para esquentar a minha face gelada e os abraços que vou recebendo a medida que vejo pessoas queridas pela última vez, aquecem o meu corpo frio e os olhares dos que me são fonte de existência me possibilitam olhar para horizintes não meus, vidas não minhas e para os meus sonhos ateus...
Danielle Soares
Porto, 21 de Dezembro de 2009
Um comentário:
...e quem fizer uma mulher chorar que arda no fogo dos infernos.
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