Longe de casa, dos meus ares e da minha fonte de existência
Vivo cada dia na sua finitude,
Na finitude de que quando fecho os olhos para dormir tudo acaba
E chegam os sonhos, os sabores, os cheiros dos que me são tão caros
Da janela do meu quarto sinto a luz do dia que chega cada manhã
E incomodada pela claridade, mesmo que pouca, que toma conta do espaço
Desperto-me
É mais um dia que chega e á mais um dia que findará assim que eu fechar os olhos para dormir
Sinto como se vivesse para esse momento - o da anulação dos dias e o esperar dos sonhos.
Longe de casa e da minha estrada
Sigo ainda mais ousada, ainda mais forte, ainda mais determinada
Porque é longe de casa, dos meus ares e dos que me são fonte que aprendo a ser mais eu...
Eu sou a dor da saudade...
Holanda,03 de Março de 2010
Danielle Soares
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