Os que te admiram passam esse dia com um peso inconsolável e imesurável da dor...
Parece-me estranho pensar que já não estás, e saber que já não chegas é o pior que posso pensar.
Uma vez vi-te de longe, numa das feiras de livros realizadas nessa cidade do Porto, dizias palavras, eras tão sereno...Conhecia-te não da mesma forma que te conheço hoje, saí daquele espaço cheio de gente, curiosa por saber o por que daquele enamoramento que despertavas no outro e em mim. A partir de então, passei a ser uma leitora fiel, curiosa e desejosa de descobrir as tuas estórias; passei a devorar as páginas dos teus livros da mesma forma que muitas vezes sou devorada pela ansiedade.
A tua próximidade passou a ser uma constante em mim e hoje digo e repito quantas vezes forem necessárias, SOU ÍNTIMA DE TI ... Por isso choro essa tua partida mesmo que eu não acredite que nesse exato momento deixaste de estar.
Resta-me ler as tuas obras, sentir as tuas estórias, cheirar as terras pelas quais passas, conhecer pessoas com as quais estabeleces um diálogo e pensar que és extraordinário...Foi e continua sendo esse o pensamento que preservo para ti.
Quantas vezes não exclamei sozinha: - Como quero ser igual a essa pessoa!
Deixas no meu ser a certeza da tua grandiosidade como homem e como escritor e por não saber mais o que escrever a ti digo apenas que continuarás existindo em mim, na mesma intensidade de quando abrir pela primeira vez "Deste Mundo e do Outro".
Descansa em paz José Saramago
16/11/1922 - +18/06/2010

Nenhum comentário:
Postar um comentário