
Hoje renasceu das cinzas, ou melhor, da lixeira do nosso tão ilustre Bill Gates, aquele que muito me punha para pensar e refletir sobre diversas experiências empreendidas, aquele que traz consigo um lugar que não está situado num tempo e espaço.
Oh, como me sinto feliz!!! Ganhei outra vez a vida de pessoas que pertencem, por agora, unicamente a mim...Sim, falo de ti Neblina! Imagino o teu sofrimento, o teu forçado anonimato, dentre outros textos, imagens, rascunhos e pobres deletados escritos pessoais. E se não fosse aquela lixeira? Se tivéssemos o desprazer de nunca nos reencontrarmos?
Neblina, Neblina...Abandonado Neblina, fizeste jus ao teu nome, pois por longos dias fostes o mais autêntico mistério, te escondeste na invisibilidade de uma tela, como sofreste de solidão, de desprezo e de saudades da tua verdadeira ilusão - a de ser real para aquela que tanto pensou em ti com lamento e tristeza de não conseguir ser fiel às palavras que outrora estavam submersas no oculto.
Conheceste a morte Neblina e por que não me ajudar a desenvolver em ti as histórias com as quais cruzaste? Como senti saudades do meu primogênito, sim, tu és para mim o meu primeiro filho e não há dor maior no mundo do que a de perder o que nasce de nós...
Vamos, vem comigo descobrir Neblina...
Era um dia cinzento e escuro assim como todos os outros dias...
Como senti a tua falta e agora não sei mais como continuar a descrever a felicidade que sinto em poder te conceber e comtemplar novamente.
Bem-Vindo Neblina...Apodere-se de mim de uma forma completa e dominante. Sempre fui tua apesar da tua forte personalidade e continuarei sendo tua até atingires a tua glória, então, mãos as obras, porque muito tenho para te fazer conhecer a tua continuação.
- Não, não podes ir assim, aliás, não podemos ir assim, sem antes agradecer a uma pessoa que fez com que tudo acontecesse novamente: Matteo Circosta.
Tens razão, se não fosse ele, talvez jamais poderíamos nos sentir denovo, provavelmente, nem mais serias tu Neblina.
Matteo, esse texto foi também uma forma de eu agradecer a você a preocupação e a dedicação em fazer ressurgir da sua lixeira o meu projeto, de um dia, quem sabe, me tornar autora de um livro misterioso e cheio de nevoeiros...
Acho que já nem preciso escrever que foi exatamente na lixeira do Matteo que Neblina deu um tempo, mas foi só um tempo, afinal, ele voltou pra mim e quiçá, daqui um tempo, para todos...
Danielle Soares,
Porto, 04 de junho de 2008
23:18hs
4 comentários:
Tadinho do "Neblina"... nao tava nao na lixeira do meu pc!
"Neblina" sempre precisou e sempre precisa de respeito!
"Ele" tava numa pastinha linda e bem organizada, chamada de "DANI", so' que tava meio escondido... talvez que os livros tamebem, de vez em quando, precisam dum tempo por descansar!RS
To' feliz da vida que "Neblina" conseguiu de voltar pra a casa da Mamae dele!
UM ABRAçO ENORME! ...pra Neblina e pra a Escritora-Mamae Dani!
BEIJOSSS
Mat.
Não???Sabe que até agora pensava que sim...que "ele" estivesse submerso entre tantos e tantos escritos desprezados e sem valor na sua lixeira,mas se assim não foi,tô feliz da mesma forma, e esperançosa de que ele veio cheio de boas histórias (veremos).
Sim, os livros tmb precisam de um tempo,vou passar a acreditar nisso...somem sem aviso da partida e da chegada..somem,simplesmente,somem.
Brigadão Matte.
beijo
Passei a ser um seu fã.Neblina envia-nos para Virginia Woolf de
AS ONDAS.
E-N
Estava apreensiva em saber qual o comentário que vc deixaria,afinal,corri um risco,o de mostrar a um já grande poeta-escritor o meu "verde-blog".
Obrigada pela sugestão e serão sempre bem-vindos os seus conselhos literários e intelectuais.
MInha mãe tem razão quando diz que E.N é um dos maiores escritores portugueses dos nossos tempos,pude perceber um pouco o que é ser escritor - Observar, será a chave de tudo?
Um abraço.
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