terça-feira, 22 de julho de 2008



I
A noite está calma
Ouço o barulho do mar
Meus pensamentos mergulham
Naquilo que os meus olhos
Não conseguem captar.
Deixo a noite falar...
- Vem! Diz ela.
- Para onde? Respondo.
- Para a noite que te quer fazer mulher!
Disse-me ela.

II
Maliciosa noite mulher,
Gasta os meus desejos
Acende o meu corpo
Me deixa naufragar nos teus segredos.
Me faz profana e consagra
Minha alma fria e calorosa.
Joga o teu véu escuro
E me guarda na tua maldade bondosa.
Me faz mulher
Me deixa morrer
Com o suco dos teus frutos
Que guardam o gosto do pecado puritano.

Porto, 21 de julho de 2008

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