sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Finitude

Escrevo a ti ausência perdida
Escrevo para que em ti
Eu encontre saída.

Escrevo a ti presença
Para que no outro
Eu permaneça eterna.

Escrevo a ti Cinderela
Para que na tua fantasia
Eu me conheça verdadeira.

Escrevo a ti natureza
Para que na tua força
Eu me busque guerreira.

Escrevo a ti vida
Para que na tua pluralidade
Eu me sinta forasteira.

Escrevo a ti amor
Para que no teu ápice
Eu me torne beija-flor.
E deixe cair em mim
A juventude que brota
Da icógnita dor.

Escrevo a ti, a ele, a ela
Escrevo a mim e ao mundo
Como forma de aliviar
Essa mísera dor.

Chega beija-flor
Me beija inteira
E leva contigo
O meu desejo de ser Criador.

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Voa, pássaro voa
Me eleva...
Enquanto te observo leve, solto e dono da infinitude.
Te invejo...
Será que te perdes nessa imensidão?
São tantos que Um parece ser Todos.
Não pouses nunca
Porque o mundo é sujo e podre
Continues aí...Distante de nós.
Agradeças, porque esse poder, ainda não te roubamos.
Somos isso: Desejamos o impossível e quando não o conseguimos,
Páramos a te observar...
Voa, pássaro voa
E prometes sempre voltar...

Danielle Soares
Porto, 05 de setembro de 2008

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