O ser não é senão memória... Não sou somente este corpo que agora escreve,sou a mente pela qual penso,reflito,sinto,sonho e rememoro o meu minuto agora já passado. Dessa forma vou me concretizando no tempo e no espaço...
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Esperança
Mais do que na maldade,
acredite na pétala
caindo, vagarosamente,
na terra.
Danielle Soares
Manaus, 28 de Janeiro de 2016
Imaginação

Cheguei em terras de ninguém. Plantei árvores, vi um rio para banhar-me e beber de sua água.
Lá não encontrei rumores, clamores, difamadores, oradores, nem dores, apenas odores de uma vida que deixava.
E quando a noite chegava, convalescente, vomitava o podre que me restava.
E a lua me banhava, doida para eu admirá-la, desatenta, pensava, que era só mais uma noite que passava.
Manaus, 11 de fevereiro de 2016
Danielle Soares.
domingo, 11 de março de 2012
LUZ
No silêncio do quarto
uma chama quase gasta.
Estou eu e ela.
Escuridão amareladada vela pálida.
Observo-a.
Aproximam-se pensamentos
e a vela está a um dedo
de desaparecer.
Venero-a de modo
ainda possessivo,
pois o fim que a espera
é o do prazer de um
dever cumprido.
Vela ardente,
conselheira poética de uma imagem
que não escrevi.
Adormecida,
agradeço à beleza
do seu reflexo em mim...
Danielle Soares
Porto, 31 de Janeiro de 2012
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Camélias
Para Neiza Teixeira
Flores
Inverno
molhado,
flores.
Rosas
e fortes.
Vivas
folhas verdejantes no cinza.
Flores
dela.
Lembro
do tempo que por elas passava e acenava um gesto de ciao.
Retrato
da felicidade – Rosto e mãos no tempo.
Surpreendia-lhe
a beleza da natureza.
Questionava
o Belo.
Hoje,
as mesmas flores saltam aos meus olhos e admirando-as
respiro
o cheiro dela, sinto-a diante de mim, debruço-me em seu colo
e
recebo os seus carinhos.
A
chuva que banha as camélias,
secam-me
em lágrimas de saudade.
Observo.
O
vento as lança de um lado para o outro
e
imersa nesta imagem me vou embalando,
ouvindo
cantigas de ninar do tempo de criança.
É
a sua voz que se aproxima.
É
o tempo falando em mim.
Imagem
que transcende.
São
as camélias que no inverno bailam,
Respondendo
ao gesto de ciao dela.
A
esperança dorme em mim.
Danielle Soares
Porto, iniciado
em 07/12/ 2010 e finalizado em 04/12/2011.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Quando eu te encontrar
fatigados de esperar.
Quantos serão os desabafos
e os soluços após um trago?
Segredos contados.
Vinho derramado.
Vem, aproxima-te
do canto berrante
do poeta galopante,
vagabundo dissonante.
Sou, meu amor.
Mulher da tez morena,
dos lábios vermelhos,
que esconde no peito
desassossegos.
Envolto ao teu ardor
proclamo os versos
que doam prazer à dor.
Vem ao relento e
espalhando os lençóis,
deixa cantar os rouxinóis.
Momentos a sós.
Mulher da tez morena,
diz qual é a graça
em fazer do poeta
este mendigo e sonhador?
Ó meu amor.
Danielle Soares
Porto, 25 de Outubro de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Dia de ser só.
Em passos leves piso a dor
Contendo o choro, trago o desamor.
Com o corpo desfalecido
Canto em Dó maior
A visão que tenho de um futuro só
Só saudade, só liberdade.
A sós, só ...
Para onde olho vejo-me só!
Manaus, 20 de Maio de 2011
Contendo o choro, trago o desamor.
Com o corpo desfalecido
Canto em Dó maior
A visão que tenho de um futuro só
Só saudade, só liberdade.
A sós, só ...
Para onde olho vejo-me só!
Manaus, 20 de Maio de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
É noite,
Noite curta e dourada,
preenchida por uma solidificação desesperada.
preenchida por uma solidificação desesperada.
É noite,
Noite curta que se prolonga na claridade que escapa dos meus olhos enraizados
Nessa espera absurda do nada.
É curta a noite mas em mim ela dura,
Dura a espera ansiosa pelo amado
Dura como um dia cinza, chuvoso e frio.
Essa noite curta, dura o tempo do pensamento,
Que não é mensurável.
Holanda, 2010.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
O meu íntimo de tão íntimo engana
Meu pensamento de tão secreto esmorece
Viro do avesso e tudo permanece como
Essa neve que vejo derretendo,
Desafazendo-se em água que corre para o esgoto
Quiça o porto onde tudo isso vai parar
Quantos serão os corpos que há de banhar
E quantas serão as frases ditas, sentidas e pensadas
Em sua direção...
Quanta confusão acontece hoje em mim...
Danielle Soares
Porto, 02 de Fevereiro de 2010
Meu pensamento de tão secreto esmorece
Viro do avesso e tudo permanece como
Essa neve que vejo derretendo,
Desafazendo-se em água que corre para o esgoto
Quiça o porto onde tudo isso vai parar
Quantos serão os corpos que há de banhar
E quantas serão as frases ditas, sentidas e pensadas
Em sua direção...
Quanta confusão acontece hoje em mim...
Danielle Soares
Porto, 02 de Fevereiro de 2010
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Fidelidade Feminina
Corro ao teu encontro, anulando desassossegos, frases de apego, lenços manchados do baton ulterior, cheiro do leito que acabaste de deixar, um fio de cabelo que nao me deixa enganar. Nada disso importa pois é a tua boca que tenho sede de beijar.
Danielle Soares
Porto, 10 de Janeiro de 2011
Danielle Soares
Porto, 10 de Janeiro de 2011
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