Entre os quadros expostos
Entre os artistas em palco
Entre os palhaços do circo
E entre toda a multidão
Espero sempre um levantar de mãos
Procuro o riso descabido
Vindo de um espaço desconhecido
Espero ouvir um grito
Quero além de tudo visto
Presenciar o desespero ou o acanhamento
De quem está ali,
Disfarçado diante da vida.
Linda a imagem do desespero
Rio.............Rio.........e.......Rio!
Passa...Passou e não mais rio.
Choro e não mais choro
Grito o grito dos desesperados
Luto a luta dos desgraçados
Jogo o jogo dos covardes.
Olho a vida
Toda ela representada
E não mais choro e nem mais rio
Não mais brinco nem mais grito.
Somente jogo o jogo da vida
Sem fantasia enxergo a vida
Toda vivida...
Sem despedidas, sem chegadas
Somente ela
Intacta e inacabada
Sem artistas e sem espetáculos
Sem plateias e sem aplausos
E nela me guardo
Inteiramente sozinha
Sem saber o meu Princípio
Meio e Fim.
Danielle
Espinho, 02 de fevereiro de 2003.

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