quinta-feira, 5 de novembro de 2009



Wengen - Suiça (Inverno 2008)

Eu sou aquela que passa entre uma multidão e não vê ninguém
Aquela que anda despercebida por si própria
Mulher de vidas estranhas
De sentimentos desiguais, irreais e sobrenaturais

Sou aquela que não encontra a sua própria imagem
Nem toca o seu próprio rosto

Dentre todos não enxergo o meu próprio corpo
Caminho solitária e gosto dessa solidão
Cruzo ruas e sinto cheiros de vivências
Mas não enxergo ninguém.

Guardo mundos em mim
Palavras gastas se esgotam aqui
Nesse rascunho,
Que traduz inúmeras tentativas
De me fazer poeta.

Danielle Soares
Porto 05 de Novembro de 2009

Um comentário:

Neiza Teixeira disse...

Querida Flor,
li este poema e me lembrei da Sor Juana de la Cruz. Conheces? Dá uma olhada.
No mais, tenta sempre te fazer poeta.
Te amo.