A estranheza – o que se torna tão vivo na medida em que está tão distante; a saudade que chega na medida em que ainda nos sentimos tão próximos; o olhar que se confunde com o gesto do CIAO.
Dois corpos que se cruzam e sentem que se pertencem sem mesmo se terem pertencido; as mãos que se atracam com delicadeza e percebem que o dia de dizer adeus esteve sempre ali, juntamente, com as mãos que se prendem.
As conversas cheias de graça, de abafamento e bem conduzidas…risadas…a cada letra um sorriso charmoso e discreto, e, a cada olhar, um olhar para o horizonte, para o limite e para o ser que se revela ali.
O momento, o instante – A vida que tem sede do que está acontecendo aqui – é a possibilidade de estarmos lançados numa circunstância criada a partir de tudo o que está ou esteve tão longe. Mas, agora tudo está tão perto mesmo estando tão distante.
O romance que pode surgir e que juntamente com todos os sonhos ele nos conduz para uma primeira realidade: De sermos ou estarmos num só momento e num só espaço.
O quarto, a rua, a casa, o ônibus, os bancos e os dois seres que se entregam ao que nem sabem dizer o que realmente é……………………………………………………..!!!!
Danielle Soares
Coimbra, 20 de Outubro de 2005.
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